O que muda nas regras do futebol para a Copa de 2026
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A cada edição da Copa do Mundo, a FIFA e a IFAB aproveitam o palco global para implementar ou testar alterações nas regras do futebol. Em 2026, o cenário será ainda mais propício a mudanças: o torneio acontece em três países (Estados Unidos, Canadá e México), terá 48 seleções pela primeira vez e um calendário mais extenso. Esse contexto exige adaptações que vão do cronômetro ao VAR.
Se você acompanha o esporte de perto, já percebeu que as regras do futebol não são estáticas. Desde a introdução do cartão amarelo em 1970 até a chegada do árbitro de vídeo em 2018, o jogo foi se modernizando. Agora, novas discussões estão sobre a mesa para o Mundial de 2026. Vamos detalhar o que pode mudar.
Tempo efetivo: o debate que não para
Uma das propostas mais comentadas é a adoção do tempo efetivo, sistema no qual o relógio para sempre que a bola sai de jogo. Na prática, cada tempo teria 30 minutos de bola rolando, em vez dos tradicionais 45 minutos corridos com acréscimos.
A FIFA testou formatos semelhantes em competições juvenis e no Mundial de Clubes. Defensores da ideia argumentam que o tempo efetivo reduziria a cera e aumentaria o espetáculo. Críticos temem que as partidas fiquem longas demais, prejudicando a grade televisiva e o desgaste dos atletas.
Até o momento, a IFAB não confirmou a mudança para 2026, mas Gianni Infantino já sinalizou interesse. Se implementada, essa será a maior alteração nas regras do futebol em décadas.
VAR semiautomático e impedimento por tecnologia
O VAR estreou em Copas do Mundo em 2018, na Rússia, e ganhou um upgrade significativo em 2022, no Qatar, com a tecnologia de impedimento semiautomático. Câmeras de rastreamento e sensores na bola permitiram decisões mais rápidas e precisas.
Para 2026, a expectativa é que esse sistema evolua. A FIFA estuda reduzir ainda mais o tempo das revisões, que hoje irritam torcedores dentro e fora dos estádios. A meta é que as checagens de impedimento levem menos de 30 segundos, praticamente em tempo real.

Outra possibilidade discutida envolve o "desafio" ao estilo do tênis: cada treinador teria direito a pedir uma revisão por partida. Se o lance for revertido, ele mantém o pedido; se o VAR confirmar a decisão original, perde o direito. Essa ideia ainda está em fase de debate e depende da aprovação da IFAB.
Substituições e formato expandido
Desde a pandemia de Covid-19, a FIFA autorizou cinco substituições por jogo, distribuídas em três janelas (mais o intervalo). Essa regra, que era temporária, foi incorporada de forma permanente às leis do jogo em 2022.
Na Copa de 2026, com 48 equipes e até 104 partidas no total, a tendência é manter as cinco trocas. Há quem defenda a criação de uma sexta substituição em caso de prorrogação, mas a IFAB ainda avalia o impacto tático dessa medida.
O formato expandido também traz implicações diretas nas regras do futebol aplicadas ao torneio. Serão 12 grupos de quatro seleções. Os dois primeiros de cada grupo avançam, junto com os oito melhores terceiros colocados, totalizando 32 classificados para as oitavas de final. Isso muda completamente os critérios de desempate e a dinâmica da fase de grupos.
Cartões e punições: acúmulo diferente
Em Copas anteriores, dois cartões amarelos acumulados em jogos diferentes resultavam em suspensão automática. A FIFA tem discutido ajustar essa regra para 2026, possivelmente exigindo três amarelos para suspensão na fase de grupos, dado o maior número de partidas.
Outra novidade possível é o "cartão azul", proposta que circulou em 2024 para punições intermediárias, como reclamação excessiva com o árbitro. O jogador ficaria fora de campo por dez minutos, semelhante ao sin bin do rugby. A IFAB testou a ideia em ligas amadoras, mas encontrou resistência de federações e treinadores profissionais. É improvável que apareça em 2026, embora o tema siga em pauta.
Regras do futebol e o impacto nos estádios americanos
Jogar nos Estados Unidos, Canadá e México traz desafios logísticos que afetam as regras do futebol indiretamente. Alguns estádios selecionados, como o MetLife Stadium e o SoFi Stadium, são arenas de futebol americano adaptadas. As dimensões do campo, a qualidade do gramado e as condições climáticas variam bastante entre as 16 cidades-sede.
A FIFA exige gramado natural ou híbrido para partidas oficiais, o que obrigou investimentos milionários em infraestrutura. Além disso, o calor extremo previsto em cidades como Dallas e Houston pode levar à adoção de pausas para hidratação, medida já utilizada em Copas anteriores no Brasil e no Qatar.

O que esperar das arbitragens
Com as mudanças previstas nas regras do futebol para 2026, o perfil dos árbitros também deve se adaptar. A FIFA vem investindo em treinamentos intensivos, simulações com tecnologia e padronização de critérios entre confederações. O objetivo é reduzir a subjetividade em lances de mão na bola, simulação e faltas táticas.
Pierluigi Collina, ex-chefe da comissão de árbitros da FIFA, deixou o cargo em 2024, e a nova gestão indicou que haverá maior rigidez contra a antidesportividade, especialmente o cerco ao árbitro após decisões polêmicas.
FAQ
A Copa de 2026 vai ter tempo efetivo?
A FIFA considera a possibilidade, mas a IFAB ainda não confirmou. A decisão definitiva deve sair até meados de 2025, após testes em competições menores.
Quantas substituições serão permitidas na Copa de 2026?
Cada equipe terá direito a cinco substituições, distribuídas em três janelas, além do intervalo. Uma sexta troca em prorrogação está em discussão.
O cartão azul será usado em 2026?
É improvável. A proposta foi testada apenas em categorias amadoras e enfrenta resistência de federações profissionais. A IFAB não incluiu o cartão azul no calendário de mudanças para o próximo Mundial.
Quantas seleções participam da Copa de 2026?
O torneio terá 48 seleções divididas em 12 grupos de quatro equipes, um aumento significativo em relação às 32 equipes das edições anteriores.
Conclusão
As regras do futebol estão em constante evolução, e a Copa de 2026 promete ser um marco nesse processo. Do tempo efetivo ao VAR aprimorado, passando pelo novo formato de 48 seleções, cada mudança altera a experiência para jogadores e torcedores. Fique de olho nas decisões da IFAB ao longo de 2025 para chegar ao Mundial totalmente preparado.
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